Criar, formar, dar uma forma às coisas não depende necessariamente da capacidade de verbalizar ou conceituar (ainda que possa abrange-la). Depende sim, de um senso interior de forma, de equilíbrio e justeza das formas, enfim, depende da sensibilidade conscientizadora, ordenadora, significadora do ser humano.
O mais importante para um artista, como para qualquer ser humano, é conservar a capacidade de crescer, a possibilidade de você descobrir, essa surpresa que você tem em criança diante do mundo que você quer compreender. Essa surpresa continua junto com
o artista.
Você se surpreende continuamente. Isto que é importante:
esta vulnerabilidade que você preserva diante da vida, diante deste mistério incrível que é viver.
Fayga Ostrower
domingo, 13 de agosto de 2017
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