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| Mista s/tela [texturas]- Elma Carneiro, 06/2017 |
Provindo de áreas inconscientes do nosso ser, ou talvez pré-conscientes, as associações
compõem a essência de nosso mundo imaginativo. São correspondências, conjeturas
convocadas à base de semelhanças, ressonâncias íntimas em cada um de nós com
experiências anteriores e com todo um sentimento de vida.
Espontâneas, as associações afluem em nossa mente com uma velocidade
extraordinária. São tão velozes que não se pode fazer um controle consciente delas. Ás vezes,
ao querer detê-las, elas já se nos escaparam. Embora as associações nos venham com tanta
insistência que talvez possam tender para o difuso, estabelecem-se determinadas
combinações, interligando-se idéias e sentimentos. De pronto as reconhecemos como nossas,
como sendo de ordem pessoal. Sentimos que, por mais inesperadas que sejam, as
constelações associativas condizem com o que, individualmente, seria um padrão de
comportamento específico nosso face a ocorrências que nos envolvam. Apesar de espontâneo,
há mais do que certa coincidência no associar. Há coerência.
As associações nos levam para o mundo da fantasia (não necessariamente a ser
identificado com devaneios ou com o fantástico). Geram nosso mundo de imaginação. Geram
um mundo experimental, de um pensar e agir em hipóteses - do que seria possível, nem
sempre provável. O que dá amplitude à imaginação é essa nossa capacidade de perfazer uma
série de atuações, associar objetos e eventos, poder manipulá-los, tudo mentalmente, sem
precisar de sua presença física.
O nosso mundo imaginativo será povoado por expectativas, aspirações, desejos,
medos, por toda sorte de sentimentos e de 'prioridades' interiores. Se é fácil deduzir-se a
influência que exercem sobre a nossa mente, no sentido de encaminhar as associações para
determinados vínculos com o passado, do mesmo modo é fácil saber que as prioridades
interiores influem em nosso fazer e naquilo que 'queremos'criar.
segunda-feira, 3 de julho de 2017
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